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Coisas do mundo # 24 - Aqueles segredos que não deveriam nunca ser contados...

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Cá vai uma história da vida real. A Nela,vizinha dos meus avós é uma rapariga sossegada! Caladinha, ar de santinha, desde pequenina, nunca deu trabalho. Desde adolescente é apaixonada pelo Zé, irmão mais velho da melhor amiga. O Zé não liga nenhum à Nela, ela é muito criança ainda. Os anos passam, o Zé já viveu o que tinha a viver e então lembra-se da Nela, a eterna apaixonada, e pronto, acabam por casar. Os anos passam e a Nela confidencia à Rita (grande amiga) que trai o Zé com o Luís. Que não lhe resiste e volta e meia se encontram e pumba na choura.
A Rita vem para para casa e conta à mãe o segredo. A mãe da Rita vem a casa da minha mãe e conta à minha mãe o segredo. Eu vou a casa da minha mãe e ela conta-me o segredo.
Conclusões disto tudo?
Não é por termos sido a vida toda apaixonadas por alguém que esse amor é mais honesto, indestrutível e verdadeiro. Quem vê caras não vê corações. Um segredo só é um segredo quando há uma entrada num ouvido sem uma posterior saída pela boca. Ainda dizem …

Os livros da minha vida # 1 - Pede-me o que quiseres

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O mais próximo que estive da leitura erótica foi nas 50 Sombras de Grey. Este livro é diferente. As personagens são quase como pessoas que conhecemos. Vejamos, Judith podia ser eu na altura dos meus 25 anos. E Eric podem ser muitos empresários que conheço. Essa identificação dá-nos logo proximidade. A escrita é frenética, e detalhada mas sem maçar. Os diálogos são naturais, simples, diretos e usam a nossa linguagem corrente. Quantas observações de Júlia não são exatamente as que faço no dia a dia?! Traguei o livro em 4 dias de modo sôfrego! Cada capítulo pede o seguinte e portanto parar é difícil! Achei muito envolvente e não há como não deixar que a temperatura nos suba um bocadinho! Tive que parar algumas vezes para apanhar um ar!!! A linguagem é crua e sem muitos floreados, as coisas são-nos apresentadas como são e se inicialmente isso nos melindra, poucos capítulos depois faz parte!  E de repente no fim (que não é fim, porque é uma trilogia), o voyeurismo não me é mais algo tão estr…

Coisas do mundo # 23 - Os coninhas dos conservantes

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Vamos lá ver uma coisa, todos consideramos que quanto mais naturais os alimentos melhor. Se pudéssemos lascar uma bifalhada direta da vaca do quintal da avó para o grelhador, melhor.  Se a alface vier do meu vaso na varanda parar ao prato passando só pelo lavador, perfeito. Se não tivessem entubado o rio que passa abaixo de minha casa, e eu tivesse uma cana para lá ir pescar um robalito direto para a minha churrasqueira, ótimo!!! Cenário idílico portanto. Ou não, que estas coisas não sanitariamente controladas têm muito que se lhes diga, mas pronto. Além de que nós já não estamos no paleolítico e não passamos o dia a desbravar montanhas à caça de febra. Temos uma vida que gira para além do que enfardamos.
Este medo dos conservantes devia ser estudado, até já tenho nome cientifico para isto, a Síndrome da Múmia. Aquele medo a roçar o histerismo, que me faz ler todos os rótulos em busca dos conservantes do demo, com medo de os consumir demasiado e quando morrer ficar mumificada! É que vocês n…

Gravidez # 3 - O flagelo das sessões fotográficas de grávidas com ar de Madalenas

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Acho que nunca disse aqui, mas nunca tive vontade de tirar grandes fotos grávida... Tenho algumas ocasionais e uma outra claramente a exibir o barrigão em modo registo para a posteridade, e nada mais. Mas conheço quem tenha feito sessões e ficaram bem giras, portanto eu de facto é que não gostava da minha imagem grávida e nunca me inclinei para isso, mas sei admitir que há grávidas lindas e sessões realmente bonitas.
Portanto isto não é uma crítica gratuita às sessões de fotos das grávidas, mas é uma crítica gratuita às sessões de fotos de grávidas que se lembram de para tal vestir a camisa de noite da Cicciolina!!! Não acho que aquelas camisas de tule azul/rosa transparentes abertas na barriga fiquem bem a ninguém... Parecem aquelas bonecas de porcelana antigas meio macabras. Há tanta roupa de grávida gira, usem um top se quiserem, mas o que são aquelas camisas do estendal da rua escura?! É alguma alusão à deusa da fertilidade? Se aquilo era giro na Grécia antiga, só informo que est…

Os livros da minha vida - Introdução

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Hoje decidi iniciar mais um separador neste blogue. Decidi reabilitar os livros no meu dia a dia. Não que algum dia tenham deixado de fazer parte, mas confesso que já tiveram mais primazia. As séries  vieram tomar uma boa fatia do meu tempo livre, que com uma bebé em casa é já muito reduzido. A coisa vai dar-se mais ou menos assim, pelas 21:00 levo a minha filha para a cama ver um bocadinho dos desenhos da Porquinha Peppa, ela adora e quando desligo ela abre caminho ao sono. O que acontece é que esses 20 minutos são muito mal aproveitados por mim, basicamente com scroll nas redes sociais... Decidi que vou hoje começar a aproveitar para todos os dias ler um pouco, sempre adorei ler! Em pequena passava tardes de volta de Anitas e afins! Mais crescida li toda a coleção de "Uma Aventura", ia requisitando todas as semanas um na biblioteca da escola. Mais para a frente vieram títulos como "Os filhos da Droga" que já li mais que uma vez, "A Lua de Joana"... A s…

Daquelas séries #12 - O SEXO E A CIDADE

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Desta vez não venho aqui dizer que esta série é a sétima maravilha do mundo... Vocês sabem. Se não sabem bem que podem ir já atirar-se da ponte... Isso ou começar a ver ONTEM!!!
Venho aqui só para dizer que sonho em ter amigas assim, tão open mind e tão no judgment... Mas não tenho. Acho que é só por não viver em NY...

Se tal como eu, não tiverem com quem partilhar este assunto tabu, vejam, vão sentir-se enturmadas!





Coisas do mundo #22 - Lições covidianas

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Ouço muitas pessoas dizerem que isto do Covid as veio mudar no sentido de que deixaram de fazer grandes planos. Eu não sei viver sem planos. Normalmente não sei viver sem planear férias, ou fins de semana prolongados. Então vejo a coisa de outra maneira, isto veio mostrar-me que devemos agarrar as oportunidades quando surgem. No ano passado fiz 3 viagens, foram as primeiras com um bebé e muitas vezes houve a tentação de cancelar/adiar. A última então, ui... Uma transatlântica de 9 horas, esteve na corda bamba uma série de vezes. Depois deu-me o clique, e lembro-me de dizer ao meu marido: Oh, vamos! No momento temos a oportunidade, temos os três saúde, temos dinheiro, vamos cancelar e sabemos lá o futuro..." E ainda bem! Se a tivesse adiado para este ano vejam bem o arrependimento.
Portanto isto só me veio mostrar que devemos aproveitar o que temos e o que podemos naquela janela de oportunidade. O fazer planos continua, devemos é ter sempre plano B. Ainda tenho esperança de fazer…