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Coisas do mundo # 19 - Outra vez a tele-escola?!

A piada do dia foram de novo dois docentes da tele-escola. Parece que uma aula de educação física em que se dança o folclore é uma coisa bizarra. Ainda se fosse um belo de um zumba com a professora toda equipada qual pirilampo psicadélico. Ou o fantástico do funk com requebranço bravo! Agora folclore?! Por favor.
E é isto. Estas pessoas continuam a cagar em cima da cabeça de quem dá a cara pelo trabalho... E estas pessoas continuam a ser pais e a darem este exemplo fantástico aos filhos. Eu continuo a dar graças a Deus e aos santinhos todos por ter deixado a vontade de ser professora caír no final da escolaridade primária.
Juro que não percebo esta ridicularização de uma dança que nos está nas raízes... Que a maioria das crianças acha até divertida... Toda a gente tem direito de não gostar. Eu nunca gostei de tennis e às vezes lá me calhava na rifa. 
Levo isto a peito, para mim é uma grande falta de respeito, pelos professores, pelas crianças, pelo nosso ensino, pelo nosso estado de …

Maternidade #30 - Partos em casa - PORQUÊ MEU DEUS, PORQUÊ?

Eu poderia espetar aqui com uma série de dados e contas feitas, do quanto melhorou a segurança de vida de mães e bebés a partir do momento em que as pessoas deixaram de ter partos em casa, para os ter nos hospitais! Há inclusive por aí um episódio muito interessante nos EUA, em que há décadas atrás as seguradoras não aceitavam fazer acordos com mulheres em idade fértil, precisamente porque a probabilidade de virem a engravidar e terem de passar por um parto (que era em casa) as colocava num patamar de risco de saúde que não lhes interessava... Para verem a dimensão do devaneio desta gente que agora se lembra de querer ter um parto em casa.
Agora com o Covid a coisa então tem extrapolado todos os limites, e se conhecemos meia dúzia de grávidas, vai-se a ver e umas três equacionam o parto em casa. O que dizer a estas pessoas?! Que a emenda lhes pode sair pior que o soneto? Que é menos perigoso apanhar Covid que passar por um parto em casa?... Elas vão responder "Prefiro arriscar e…

Coisas do mundo #18 - Já chega de ridicularizar a tele-escola só porque sim

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Ontem fui inundada nas redes sociais por um vídeo de duas professoras de inglês a dançarem e cantarem numa das sessões da tele-escola. Ridicularizaram as senhoras. Veio-me à memória o melhor professor que tive, e o facto de como entrava na aula a cantar e isso nos fazia prestar-lhe atenção e simpatizar desde logo com ele... Senti vergonha alheia pelo que tinha lido ontem sobre aquela aula da tele-escola. As pessoas são gratuitamente más. Se um professor se apresenta seriamente dizem que são secantes. Se um professor é descontraído e quer fazer da aula virtual algo mais animado e mais acolhedor é taxado de palhaço. Há dias criticavam a camisa de um professor que claramente precisava de 1 número acima. Outra vez foi uma professora de educação física com declarado excesso de peso. Sinceramente... Depois, para ajudar a agudizar isto, vejam bem quem publicou a dizer que assim não havia como a filha não ficar traumatizada? A moça do assbook... A minha vontade era logo comentar que fica mai…

Coisas do Mundo #17 - O sistema falhou com a Valentina

Olho para este caso e só consigo concluir que foi o que aconteceu. Vou esperar pela autópsia para perceber o que se passou. Em última instância, vou acreditar que o sistema que falhou em vida à Valentina será o que vai fazer justiça à sua morte!
Ouço falar imenso do "superior interesse da criança" e depois estas desgraças acontecem e pergunto-me se terei estado atenta quando na escola primária me explicaram o significado de superior e inferior.
E depois, ainda reflito sobre mulheres que colocam os maridos à frente dos filhos, como esta, que entre tantas coisas, arriscou deixar 3 filhos sem mãe para proteger um homicida filho da puta. Isto é que é amor do verdadeiro!

E depois, nada. Fica só o vazio de saber que morreu uma criança. As crianças não deviam poder morrer, nunca, jamais, sob hipótese alguma.

Maternidade #29 - As amigas recém mamãs partiram os cacos de vez

Já aqui tinha dito que tenho um grupo WhatsApp com amigas, duas delas recém-mamãs. Nos últimos tempos só se falava de assuntos alusivos aos primeiros meses , confesso que estava cada vez menos ativa porque vou noutra fase e embora o amor pela minha filha só aumente, voltei a interessar-me por outros assuntos que não fraldas e biberões. As outras amigas do grupo então, algumas sem qualquer perspetiva de filhos, aposto que devem ter desativado as notificações. Não quero com isto menosprezar assuntos, eu já fui ativa nisto e acho que a partilha de informação é ótima.
Mas, o que sucede? Por estes dias a coisa azedou. Digamos que de um lado temos uma mãe demasiado ao mar e do outro, uma bem à terra. Não podiam ser mais diferentes. A B. deve ter estado a passos de se açoitar quando viu que tinha que suplementar o leite materno com fórmula. A J. deve ter rezado todos os dias para o bebé ter 1 mês e ela deixar por iniciativa própria de amamentar. A B. anulou-se completamente em prol da cria,…

Daquelas séries #10 - Unorthodox

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Fodasse. É só o que me assiste dizer depois de ver esta série.
Confesso que não sou grande estudiosa das religiões. Sou católica, andei na catequese, casei pela igreja e hei de batizar a minha filha porque quando casei prometi educar os filhos na fé cristã. Tenho empatia com o atual Papa e acho que desde que ele lá está tenho nutrido mais simpatia pela religião em si.
Conheço de longe o hinduismo e o seu espectro um pouco bizarro de centenas de divindades metade humanas metade animais.
Tenho alguma simpatia pelo Budismo porque foi o único templo onde entrei sem qualquer restrição de indumentária.
Tenho especial antipatia pelo islamismo, pela forma como secundariza o papel da mulher e pelas vertentes radicais que se têm dado a conhecer com braços de terrorismo.
Tinha certa simpatia pelos Judeus porque foram massacrados. Sabia que os homens usavam cachos longos nas têmporas e chapeus achatados... Que não comem porco. Numa viagem a Nova Iorque deparei-me com casais e achei a forma de ve…

Coisas do mundo # 16 - A vida como a conhecemos mudou...

Se há coisa que acho que o Covid nos trouxe, foi a mudança permanente. Acho difícil voltar a esquecer-me de lavar as mãos antes de comer. Acho difícil voltar a meter-me em grandes ajuntamentos, pelo menos sem máscara... Acho difícil deixar de desinfetar as mãos após uma ida ao multibanco. Mesmo quando tudo isto passar, porque há de passar, seja por criarmos uma imunidade de grupo natural ou através de vacinação, acho que há coisas que nos vão ficar para sempre... Porque vai-se este, mas vêm outros, e existem outros... Quer tenhamos noção ou não, isto veio mudar a nossa forma de ver o mundo. Um estranho deixou de ser apenas um estranho... Passou a ser alguém capaz de nos transmitir algum tipo de maleita se nos aproximarmos muito e não há como dar a volta a isto, nem há como voltar a apertar a mão a um estranho...

P.S.: Há uns tempos circulou um video da Naomi Campbell a desinfetar o seu lugar no avião com toalhitas detol antes de usar. Achei-a bizarra. No próximo ano imagino-me a faze…