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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2020

Maternidade #25 - Gostamos igualmente dos filhos?

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Eu sei que a resposta é unânime. Sim. O amor é igual, não se divide, multiplica-se. Eu pessoalmente não sei... Não sabia o que era o amor a um filho até o experimentar, e muito provavelmente só vou entender que este amor se consegue repetir com um outro filho, experimentando. Embora o fator novidade, esse seja certo que não existirá. Mesmo assim, por não conseguir imaginar que gostarei de alguém tanto como gosto da minha filha, parei para pensar o assunto. Ok, se calhar em bebés o amor até é o mesmo, mas com o crescimento, com as definições de personalidades, acho lógico que possamos ter mais afinidade e portanto mais "queda" por algum. E reparando em quem me rodeia, acho que consigo provar a minha teoria. Se pensarmos nos pais e mães que conhecemos que têm mais que um filho, conseguimos facilmente perceber qual o filho preferido e porquê. E acho isto tão triste. Porque o amor aos filhos devia ser o maior do mundo, e acho mesmo que não o é para todos. Outra coisa de que nin…

Coisas do mundo #13 - (In)fidelidade (?!)

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Nunca me esqueci de quando o R. (meu namoradito de adolescência) me dispensou porque se interessou por outra rapariga. Antes disso claro que já andava com ela. Aqui já ninguém acredita em unicórnios. Lembro-me bem da angústia e das noites passadas em lágrimas. Da auto-estima no chão. Foram dias negros. Na adolescência se já temos tendência a dramatizar, imaginem lá. Acredito até hoje que durante muito tempo fui toldada por aquela desilusão. Que o digam os meus namoraditos seguintes que levavam com alguém sempre à espera de ser trocada. Muito ciumenta.
Claro que com o tempo a minha perspetiva mudou. Não que não ache que isso não possa acontecer... Aconteceu mais vezes, mas na idade adulta temos outra claridade para entender que não adianta sofrer por antecipação, e que quando somos preteridos não quer necessariamente dizer que o problema é nosso, ou que somos piores, mais feias e mais gordas. Por exemplo, lembro-me de um rapaz que namorei, o C. Ele tinha uma namorada de infância, anda…

Coisas do mundo #12 - A praga dos diminutivos

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Podia enumerar aqui um monte de diminutivos pirosos, mas vou referir só 3 que são os que ouço todos os dias: Máti é Matilde; Béni é Bernardo; Drigo é Rodrigo. E pronto. Devo ser eu que sou uma ave rara, mas sempre gostei de nomes compridos, com mais de duas sílabas, custa-me a aceitar que se coloquem nomes bonitos (?), compridos, com sonoridade, tipicamente portugueses e depois se ande a chamar a canalhada a soar a quem chama o gato. Custa assim tanto não poupar a dicção? Se calhar estão só a ser carinhosos, ou a querer ser chics e tal, mas soam só a saloiada. Era isto.
P.S.: Como estou de dieta posso estar mais irritadiça que o usual. Desculpas.
P.S.: Não resisto: Maria Luíza é Quitas; Maria é Micas; Francisco é Chico; Frederico é Fred; Carolina é Carol; Valetim é Tito, Leonor é Nônô, Ana é Nocas... e por aí segue, até amanhã.

Maternidade #24 - A cesariana não é o bicho papão!

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Muitas vezes leio pessoas apavoradas com a hipótese de terem que fazer um parto por cesariana. Naqueles momentos quase me dá uma dor de falta de empatia, porque o meu pavor sempre foi do parto normal. Hoje, com uma cesariana eletiva feita, não pisco na hora de dizer que tomei a decisão certa para mim. Como é que a ideia de ser rasgada e cosida na passarinha é mais bem aceite de que a de ser cortada e cosida no baixo ventre? Realmente as pessoas são mesmo diferentes e os medos são mesmo diferentes. P.S.: Não quero com isto dizer que a cesariana é melhor que o parto natural e blá blá blá, isso são outros 500. Estou tão somente a dizer qual o meu maior medo desde sempre, e a contemplar a diversidade humana no seu melhor.