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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2020

Maternidade #26 - As discussões acesas das amigas mamãs

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Bem, agora todo o panorama das amigas recém-mamãs mudou. Como sabem, houve aqui uma altura que eu já não podia com os temas. Não era por mal... Agora a coisa aqueceu e chegámos à fase em que as recém-mamãs vira-e-volta se desentendem porque têm pontos de vista diferentes sobre as mesmas vivências. Agora além de marcas de fraldas e toalhitas, e escolha de pediatras, os bebés chegaram a uma fase de desenvolvimento (4 e 5 meses) e os temas começam a criar discórdia.  Especificando alguns dos temas debate:
- A J. está à espera dos 6 meses para mudar o bebé para o quarto dele, a B. diz que a OMS recomenda apenas aos 12... E começam as alfinetadas. Eu só manifestei que não vale a pena grandes planos... Já ando desde os 12 a falar em mudar a minha e com sorte só vou mesmo tentar aos 18. Isto dos timings tem muito que se lhe diga e por mais que queiramos de volta a nossa individualidade na caminha, queremos muito mais não termos de nos levantar 736521 vezes por noite... - A B. mal pôde esper…

Coisas do mundo #14 - Estamos todos fodidos!

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Então é assim, o humorista António Raminhos pegou na esposa e nas 3 filhas (pequenitas) e foram todos para as Maldivas! Fantástico! Publicaram vídeos de encher o coração com a criançada feliz, num paraíso de lugar... E quando a esposa publica um foto de biquini, o que acontece? Mulherada amargurada desta vida começa a enxurrar a moça de gorda para cima: "Devias usar fato de banho, biquini não é para o teu corpo", "Tens muita celulite", "És gorda", "Tens estrias"... Fodasse. Que espécie de gente é esta, que vê autênticos postais familiares e em vez de suspirar com aquele azul de mar, com aquela alegria de meninas, repara na celulite da senhora?! Tem que ser gente muito recalcada, gente muito infeliz, gente muito invejosa!!! Gente oca de cabeça, que não vê além de futilidades e nunca leu o livro "O Principezinho", porque só lêem blogs com imagens de influencers e das novas tendências, e tutoriais de como parecerem todas um exército de s…

Maternidade #25 - Gostamos igualmente dos filhos?

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Eu sei que a resposta é unânime. Sim. O amor é igual, não se divide, multiplica-se. Eu pessoalmente não sei... Não sabia o que era o amor a um filho até o experimentar, e muito provavelmente só vou entender que este amor se consegue repetir com um outro filho, experimentando. Embora o fator novidade, esse seja certo que não existirá. Mesmo assim, por não conseguir imaginar que gostarei de alguém tanto como gosto da minha filha, parei para pensar o assunto. Ok, se calhar em bebés o amor até é o mesmo, mas com o crescimento, com as definições de personalidades, acho lógico que possamos ter mais afinidade e portanto mais "queda" por algum. E reparando em quem me rodeia, acho que consigo provar a minha teoria. Se pensarmos nos pais e mães que conhecemos que têm mais que um filho, conseguimos facilmente perceber qual o filho preferido e porquê. E acho isto tão triste. Porque o amor aos filhos devia ser o maior do mundo, e acho mesmo que não o é para todos. Outra coisa de que nin…

Coisas do mundo #13 - (In)fidelidade (?!)

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Nunca me esqueci de quando o R. (meu namoradito de adolescência) me dispensou porque se interessou por outra rapariga. Antes disso claro que já andava com ela. Aqui já ninguém acredita em unicórnios. Lembro-me bem da angústia e das noites passadas em lágrimas. Da auto-estima no chão. Foram dias negros. Na adolescência se já temos tendência a dramatizar, imaginem lá. Acredito até hoje que durante muito tempo fui toldada por aquela desilusão. Que o digam os meus namoraditos seguintes que levavam com alguém sempre à espera de ser trocada. Muito ciumenta.
Claro que com o tempo a minha perspetiva mudou. Não que não ache que isso não possa acontecer... Aconteceu mais vezes, mas na idade adulta temos outra claridade para entender que não adianta sofrer por antecipação, e que quando somos preteridos não quer necessariamente dizer que o problema é nosso, ou que somos piores, mais feias e mais gordas. Por exemplo, lembro-me de um rapaz que namorei, o C. Ele tinha uma namorada de infância, anda…

Coisas do mundo #13 - A praga dos diminutivos

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Podia enumerar aqui um monte de diminutivos pirosos, mas vou referir só 3 que são os que ouço todos os dias: Máti é Matilde; Béni é Bernardo; Drigo é Rodrigo. E pronto. Devo ser eu que sou uma ave rara, mas sempre gostei de nomes compridos, com mais de duas sílabas, custa-me a aceitar que se coloquem nomes bonitos (?), compridos, com sonoridade, tipicamente portugueses e depois se ande a chamar a canalhada a soar a quem chama o gato. Custa assim tanto não poupar a dicção? Se calhar estão só a ser carinhosos, ou a querer ser chics e tal, mas soam só a saloiada. Era isto.
P.S.: Como estou de dieta posso estar mais irritadiça que o usual. Desculpas.
P.S.: Não resisto: Maria Luíza é Quitas; Maria é Micas; Francisco é Chico; Frederico é Fred; Carolina é Carol; Valetim é Tito, Leonor é Nônô, Ana é Nocas... e por aí segue, até amanhã.

Maternidade #24 - A cesariana não é o bicho papão!

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Muitas vezes leio pessoas apavoradas com a hipótese de terem que fazer um parto por cesariana. Naqueles momentos quase me dá uma dor de falta de empatia, porque o meu pavor sempre foi do parto normal. Hoje, com uma cesariana eletiva feita, não pisco na hora de dizer que tomei a decisão certa para mim. Como é que a ideia de ser rasgada e cosida na passarinha é mais bem aceite de que a de ser cortada e cosida no baixo ventre? Realmente as pessoas são mesmo diferentes e os medos são mesmo diferentes. P.S.: Não quero com isto dizer que a cesariana é melhor que o parto natural e blá blá blá, isso são outros 500. Estou tão somente a dizer qual o meu maior medo desde sempre, e a contemplar a diversidade humana no seu melhor.